quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Digimon Extreme: Episódio 17 - Tempo De Morrer

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O enxame de Fanbeemons continuava perseguindo Duda e Suflowmon. Uma nuvem amarela podia ser vista vindo em direção às escolhidas. Elas corriam com muita sagacidade, alternando por entre as árvores, fazendo com que muitas das abelhas se chocassem contra os galhos. A garota se segurava nas costas de sua parceira, abraçando-a por trás. À medida que iam avançando, o vento, que fazia os galhos se movimentarem e emitirem um som sinistro, também chacoalhava os cabelos loiros da garota, que fechava os olhos como medida preventiva.

- Elas são muitas! – Falava Duda protegendo o rosto dos pequenos pedaços de madeira que o vento trazia.

- Já estamos quase lá! Agüente firme! – Sunflowmon exclamava.

- Tiro da Engrenagem! – Várias das Fanbeemons disparavam um raio vermelho da ponta de seus ferrões, eles iam em direção a Duda e Sunflowmon, até que chegam a um ponto no qual todos os raios menores se unem e formam um grande pilar de energia que vinha de cima pra baixo visando à cabeça de Maria Eduarda.

- Se segure Duda! – Com o rosto emitindo uma forte luz, Sunflowmon falava a proporção em que se virava para combater o ataque. – Feixe de Luz Solar!

Do rosto reluzente da digimon, um grande raio roxo é lançado em oposição ao o pilar de energia vermelho gerado pelas adversárias. Em seguida, os dois golpes se chocam e explodem, causando uma espessa nuvem de poeira como conseqüência. Em seguida, Sunflowmon aparece correndo novamente, atravessando o pó e apressando o passo.

- Muito bom! Agora vamos em frente! – Duda vibrava ao lado de sua amiga.

- Sim! – Muito concentrada, Sunflowmon responde.

Inesperadamente, quando a digimon termina de falar, um buraco se abre no chão, e as puxa para dentro. O som de seus gritos ecoava até desaparecer totalmente. O buraco permanecia aberto, em seu interior nada podia ser visto, estava tudo negro.

Após alguns segundos, a nuvem de fumaça se desfaz e dela saem várias Fanbeemons que circundam o buraco até que o mesmo se fecha, deixando o solo exatamente do mesmo jeito que estava antes.

- Tudo saiu conforme o mestre ordenou. A missão está concluída, vamos! – Uma das abelhas, que estava mais a frente e parecia ser uma espécie de líder, falava.

Voltando a misteriosa sala escura. Kau observava o trabalho das Fanbeemons pela tela do grande computador central, o reflexo da tela era mostrado em sua face. O rapaz mostrava o mesmo desprezo de sempre em seu olhar, ele estava com uma taça na mão, parecia estar tomando vinho.

- São tão previsíveis... que chato. – O rapaz falava enquanto balançava a taça e observava o vinho se deslocar de um lado para o outro.

- E agora, Piyomon?! – Camila, ainda abalada pelo inesperado acontecimento, falava.

- Não me pergunte o que fazer, eu também não sei! – Tão desnorteada quanto à amiga, Piyomon respondia.

- Bom, pela ventilação não dá mais pra ir, ela se rompeu. – Camila observava.

- Mas se pularmos daqui poderemos cair no buraco também. – Pondera Piyomon.

- Me pergunto o que aconteceu com o Rodrigo... – Camila falava ao mesmo tempo em que se equilibrava no que sobrou do sistema de ventilação.

- Gaomon estava com ele, vai ficar tudo bem. Temos que pensar em nós agora. Vamos sair daqui. – Piyomon insistia.

- Tudo bem, vamos!

Gaomon digivolve para... Gaogamon!

Stingmon estava parado em frente aos dois companheiros. Ambos estavam perplexos em ver o algoz de Edu vivo novamente. Eles estavam em um tipo de salão circular, este possuía um chão todo recoberto por uma espécie de cerâmica. As paredes eram metálicas e continham um símbolo peculiar: uma folha dentro de um círculo. Por sua vez, o teto era feito de uma espécie de vidro no qual podiam ver algumas figuras de insetos em momentos de glória, além disso, toda a luz entrava no local por ali. Fora isso, havia uma porta grande e metálica mais ao fundo, atrás de Stingmon.

- Maldito! Como conseguiu sobreviver? – Rodrigo perguntava. Estava furioso.

- Sabia que iria perguntar isso. Mas mesmo assim, vou lhe conceder este ultimo desejo antes de sua morte. – Sempre de modo frio, Stingmon responde. O general estava em sua posição típica: flutuando com os braços cruzados. – Eu realmente pensei que iria morrer, mas consegui resistir à pressão das trevas e subir antes de ser consumido pelas chamas do buraco.

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Numa queda desenfreada, Edu mantinha o punhal de Stingmon preso ao seu corpo. Por outro lado, Firamon continuava pressionando o corpo do general enquanto os corpos deles começavam a queimar em função das chamas das trevas que eram emanadas do co misterioso buraco. Enquanto caíam, a superfície da cratera ficava cada vez mais longe, porém, Edu ainda podia sentir que seus amigos lhe chamavam, mas naquele momento não havia nada que pudesse ser feito.

- Maldito, você vai morrer comigo! – Edu, que sangrava bastante, exclamava.

- Arghhhh! – Firamon, que estava em chamas, continuava pressionando o corpo do general.

- Droga! Droga! Droga! – O maligno digimon se debatia na tentativa de se libertar.

- Nesse momento eu realmente pensei que ia morrer, mas com o passar dos segundos os seu amigos começaram a ruir perante o poder das trevas, foi aí que achei uma abertura.

- Eu... não... vou... perder... – Edu falava suas ultimas palavras antes de desmaiar e cair no abismo negro.

- Droga! Edu! – Firamon, ao ver a queda de seu amigo, larga Stingmon e vai buscá-lo.

- Argh! Miseráveis, vão se arrepender por isso! – O general exclamava furioso.

Logo em seguida, uma esfera negra se forma na mão de Stingmon. De imediato, ele dispara um espesso raio negro em direção aos parceiros escolhidos, ao mesmo tempo em que subia para a superfíce. Em sua face, podia se ver o sacrifício que fazia para poder suportar a pressão das trevas.

- Morram desgraçados!

Firamon finalmente alcança Edu. O leão do fogo acolhe o seu parceiro e o coloca em suas costas, sempre com muita dificuldade. Quando, a duros penares, consegue levantar o rosto, ele vê o ataque mortífero de Stingmon se aproximando. Seus olhos se arregalam. No fim de tudo, ele ainda iria vencer. E suas mortes seriam em vão. Por fim, eles são consumidos por completo pelo ataque, vão sendo consumidos em meio ao gigantesco mar de escuridão. Até que, finalmente desaparecem.
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- Maldito! Vai me pagar! As mortes deles não serão em vão! – Rodrigo exclamava furioso ao general. O garoto estava vermelho e bastante irritado.

- Lute comigo! – Gaogamon arfava, aparentando cansaço.

- Porque luta tanto por alguém que já morreu garoto? Não vale a pena, ele não voltará mais. – Stingmon dizia de modo incrivelmente frio.

- Não importa o que me diga, ele sempre será meu amigo. E é por essa amizade, que eu irei vingá-lo! – Rodrigo respondia prontamente a afirmação do maligno digimon.

- Para que se iludir pirralho? Seus fracos amigos são apenas pesos que quebrarão suas pernas.

- É o que veremos! GAOGAMON! – Rodrigo grita em apelo ao seu parceiro que ruge de forma imponente e parte para o ataque.

- Tolos...

- Morra! – Gaogamon, dizia ao iniciar seu ataque.

O quadrúpede azul partia rapidamente em direção ao general, ele serrava os dentes enquanto já preparava seu ataque.

- Rajada...

Abruptamente, Stingmon desaparece da vista dos dois escolhidos e já está atrás de Gaogamon.

- Ia falar alguma coisa? – O digimon inseto falava de modo sarcástico.

- Mas como?! – Gaogamon falava perplexo.

Stingmon então começa a desferir uma seqüência de golpes com uma brutalidade incrível. Ele acerta uma joelhada na cabeça do parceiro de Rodrigo, que vai cambaleando em um ritmo desenfreado.

Antes de conseguir recuperar o equilíbrio, o general do caos já lhe aplica um forte soco de cima para baixo, no rosto de Gaogamon, que cuspia uma grande quantidade de saliva junto com sangue, enquanto ia em direção ao teto. Mas sem sequer chegar a tocar o teto, o lobo azul já é golpeado novamente. Stingmon já estava acima dele com as asas abertas preparando mais um golpe. Ele então fecha os punhos e acerta em cheio as costas de seu adversário. A potência do choque é tão grande que dentro de poucos segundos Gaogamon se choca ao chão, abrindo uma cratera considerável no piso.

- Não é possível! Ele não devia estar tão forte! – Muito confuso, Rodrigo analisava a situação.

- Humpf... eu não esperava que você deduzisse isso. Vocês subestimam muito seus adversários. Eu voltei à vida, e agora o Componente Alpha corre em minhas veias. Contemple meu poder!

Instantaneamente, uma esfera de energia cobre o corpo do general. Parecia muito mais concentrada do que quando os escolhidos o encontraram anteriormente. Dentro da mesma, Stingmon estirava seu corpo. Por entre seus músculos circundava uma pequena onda de energia negra, além de pequenos relâmpagos que saiam de fora pra dentro da esfera. O digimon emanava todo seu poder. O piso começava a ruir, a pressão do ar aumentava, e também um pequeno tremor tinha início. Aos poucos, a esfera ia se expandindo. Ficava cada vez maior. À medida que se dilatava, a esfera destruía o piso liso da sala. Ela já estava se aproximando de Gaogamon que estava se levantando com algumas dificuldades.

Rodrigo já temia que seu parceiro pudesse ser ferido. Porém, antes que pudesse falar algo, sua face mostra um espanto descomunal. A esfera de energia produzida pelo general se contrai e vai sendo atraída de volta ao corpo dele. Em um instante, Stingmon libera toda sua energia e uma explosão acontece.

Após a poeira baixar, o digimon inseto aparece com um corpo mais robusto, mais musculoso e definido. Rodrigo, por sua vez, estava com as mãos sobre o rosto, provavelmente pensando que seria atingido pela explosão. Todavia, Gaogamon estava a sua frente. Ele havia recebido o impacto e estava com algumas escoriações pelo corpo. Aparentava estar desgastado.

- Gaogamon! – O garoto pronunciava de imediato.

- Não se preocupe, eu estou bem. – Ele falava inclinando um pouco a cabeça para trás, olhando para seu amigo, sem tirar sua atenção do general.

Surpreendentemente, Stingmon já estava a sua frente, enquanto inclinava a cabeça para a posição inicial.

- Que velocidade incrível! – Abismado, Rodrigo exclamava.

- Sua vida acaba aqui! – Stingmon falava enquanto preparava um soco contra Gaogamon.

Em um corredor deserto, Duda caminhava ao lado de Lalamon.

- Estranho... estamos caminhando por aqui faz um bom tempo e não acho que estão nos vigiando. – A garota falava olhando para todos os lados, como se estivesse procurando alguma coisa.

- É difícil acreditar que não haja nenhum guarda pra evitar nossa passagem. – Sua parceira digimon também andava deveras cautelosa.

- Parece até que o Kau está nos conduzindo até algum lugar específico. – Duda analisava.

- Também sinto como se estivesse sendo manipulada. – Lalamon concordava.

O corredor onde elas andavam tinha uma aparência um tanto azulada. As paredes eram roxas e o piso branco, formados por uma espécie de cerâmica lisa. Já o sistema de iluminação não era feito no teto, como antes. Agora o teto era formado por uma camada grossa e metálica. E pequenas lamparinas podiam ser vistas nas extremidades das paredes; quando se observava bem o ponto em que as luzes refletiam, podia-se notar uma imagem na parede: um raio.

- Olha isso, Duda! – Lalamon alertava.

A garota observava com cuidado a imagem, e procurava por mais alguma figura ou pista que pudesse explicar o que estava acontecendo.

- Esse símbolo... só pode ser ele. – Maria Eduarda falava enquanto tocava no símbolo do raio, que estava dentro de um círculo.

Misteriosamente, ao tocar no símbolo, a parede se abre...

Em algum lugar da torre

- Parece uma armadilha, o que você acha? – Camila questionava sua parceira.

- Não me aparenta ser apenas uma armadilha... parece que estamos sendo atraídas para a morte. – Piyomon dizia de forma visivelmente preocupada.

- Não fale assim! Está me deixando com medo! – A garota protestava.

As duas estavam em frente a uma grande porta metálica. Estavam ali paradas durante algum tempo, pensando no que fazer. O corredor onde estavam tinha um piso mais grosso e paredes lisas. Predominava a cor azul. Luminárias no teto refletiam uma imagem no piso: um punho dentro de uma circunferência. Então, subitamente, a porta se abre. As duas escolhidas temem entrar, porém acabam selando sua decisão com um firme olhar, até finalmente entrarem. A porta se fecha de modo brusco. O silêncio que imperava no ar transmitia uma sensação ameaçadora.

- Rajada de Tornados!

Gaogamon abria a boca e disparava um violento tornado que ia sendo rasgado ao meio pelo ferrão de Stingmon. Os ventos se dissipavam e o inseto cada vez mais se aproximava do lobo azul.

- Sai daí! Ele quer te rasgar por dentro! - Rodrigo alertava.

- Argh! – Gaogamon pula para o lado instantes antes de Stingmon chegar a atingi-lo.

- Bom... muito bom. Se não desviar, não tem graça. – O general debocha.

- Droga... tenho que pensar em alguma coisa! Mas ele não parece ter um ponto fraco... o que eu faço? Talvez tenha de fazê-lo usar sua força contra ele mesmo... mas como? – Rodrigo raciocinava, tentando achar uma saída.

- Vamos continuar! – O guerreiro das sombras pronunciava.

Rapidamente, ele já aparece atrás do quadrúpede, que não conseguia acompanhar seus movimentos e leva um potente soco na mandíbula.

Todavia, dessa vez o digimon de Rodrigo consegue se fixar suas garras no chão e se equilibrar, mesmo que sendo arrastado por alguns metros. De imediato, Gaogamon usa suas garras duplas várias vezes, disparando assim algumas lâminas que iam na direção de Stingmon.

No entanto, o digimon inseto destroça as lâminas usando apenas as mãos, fazendo com que Rodrigo fique pasmo.

- Não é possível... – O garoto falava.

- Droga! – O parceiro de Rodrigo dizia ao se ver em uma situação difícil.

- Ei! Não me desaponte. Isso é tudo que pode fazer? – Stingmon caçoava. – Bom... se é, você está morto!

Tomando impulso de forma espetacular, o general deixa uma onda de poeira para trás ataca com toda força o seu oponente aplicando-lhe um soco potente. Gaogamon por sua vez reage rápido e usa um pequeno vórtice de vento de sua boca para parar o golpe fazendo com que o impacto seja absorvido; mas com isso ele é atirado a alguns metros, se recuperando em seguida.

- Não vai se livrar de mim assim! Chutes de Pressão!

Novamente o maligno digimon vai ao ataque, ele ia em alta velocidade. Seu corpo aparecia e desaparecia agilmente formando uma espécie de borrões no ar. Cada vez mais ele se aproximava de seu alvo. Chegando à frente de Gaogamon ele já encurvava a perna preparando um chute, o quadrúpede por sua vez já tentava contra-atacar com suas garras, porém, antes que fizesse algum movimento, o seu adversário já havia sumido novamente.

- Cuidado! Atrás de você! – Rodrigo alertava, vendo que o general estava logo atrás de seu amigo.

Entretanto, Gaogamon não percebe a tempo, e quando se vira já recebe um forte chute na face, cuspindo uma grande quantidade de sangue no ar. O que se sucede, não é nada agradável para o garoto humano, pois ele presencia uma cena lamentável. Uma seqüência de chutes incríveis era executada por Stingmon. Gaogamon tinha sua cabeça sob enorme pressão, a mesma chegava aparentar estar chacoalhando sobre o pescoço, devido à freqüência que recebia os golpes.

Ele sequer conseguia abrir seus olhos antes de receber mais outro chute. O perverso inimigo estava com os braços cruzados enquanto flutuava e efetuava o ataque, ao mesmo tem em que soltava uma risada sinistra. Estava se divertindo com tudo aquilo. Após espancar o lobo, com vários chutes na cabeça ele lhe aplica um ultimo chute e o faz subir; quando estava perto do teto, ele o agarra pela testa e o joga com violência para o chão. O choque é tremendamente forte. Uma grande onda de poeira era levantada. Quando a mesma baixa, pode-se ver uma grande cratera com Gaogamon dentro. O corpo do digimon tinha vários ferimentos e estava coberto de sangue. Além disso, sua cabeça estava com ferimentos e cortes graves. O lobo azul abria seus olhos com dificuldade e se levanta a duros penares. Sobrevoando a cratera, estava o general de braços cruzados. Ele cospe no chão e solta mais uma provocação.

- Você está acabado! Agora... morra dolorosamente! – Dizia o general do caos gerando uma esfera de energia negra em uma de suas mãos e atirando em seu adversário, criando mais um grande choque.

- GAOGAMON! – Rodrigo gritava desesperado.

- Não precisa gritar! Vamos achar um jeito de sair daqui. – Piyomon, de forma tranqüila, falava.

- Eu estou nervosa. Essa sala fechada sem ninguém me dá arrepios. – Camila comentava.

- Olha lá, talvez a gente ache uma resposta ali! – Piyomon apontava para um lugar mais ao fundo da sala.

- Onde? Nesse escuro é difícil enxergar alguma coisa. – A garota respondia ao mesmo tempo em que forçava a vista para descobrir para onde sua parceira indicava.

Neste momento, as luzes se ascendem repentinamente. O cenário é, enfim, revelado. A sala consistia de uma grande arena circular de luta. Possuía um piso liso e branco, com a luz que batia sobre o lugar, a impressão que se tinha era de que o lugar havia ficado mais esbranquiçado. O ringue também era fechado por um corrimão feito de elástico, tal como os humanos usam em suas lutas de boxe.

Por trás da área de luta, havia uma grande porta, que provavelmente era a saída. Ao lado dela, havia um grande aparelho, com alguns metros de altura, com algumas luzes e botões. Aparentemente tinha sua parte externa feita por um tipo de metal leve e compacto. Tinha dois pilares cilíndricos interligados por uma tela ao meio que estava chiando e com uma imagem surgindo aos poucos. As escolhidas, atraídas pelo instrumento, vão até ele.

- Isso está totalmente vazio. – Camila observava.

- Pela aparência do lugar, esta deveria ser a sala de XV-mon. – Piyomon analisava.

- Acha que fizemos certo em entrar nessa sala, naquela hora? – A garota indagava.

- Eu acho que se ficássemos ali fora, seriamos um alvo fácil. – A digimon falava enquanto se dirigia ao misterioso aparelho junto de sua parceira.

- Mas desde que chegamos nesse lugar, não há nenhum guarda ou vigilância, Piyomon.

- Você pode estar certa, mas acho que não devemos arriscar.

- Tem razão.

Ao finalmente chegarem ao aparelho, um rosto familiar começa a surgir na tela. Para o espanto de ambas, era XV-mon. Parecia ser uma gravação, mas não tinha como ter certeza, logo a única coisa que restava a elas era ouvir o que o general tinha a dizer.

- Olá queridos escolhidos... Bem, antes de tudo, isso não é uma gravação. Seria muito chato não curtir esse momento ao vivo. Vou lhes explicar... o passo a passo de sua morte. – XV-mon primeiramente falava com um tom de voz descontraído e tranqüilo, até um pouco sarcástico, para em seguida firmar um tom sério e ameaçador.

- O... O que você quer dizer com isso? – Camila perguntava.

- Calma Camila! – Piyomon estira as asas e fica em frente a sua amiga, tentando intimidar o adversário.

- Calma... não precisam ficar nervosas. Eu lhes contarei tudo. Primeiramente tenham em mente que não poderão sair dessa sala... porque depois da camada metálica que vocês vêem nas paredes, ela é revestida por camadas maciças e compactas de metal Chrome Digizoid.

Neste instante, as duas companheiras se surpreendem com a afirmação do general.

- Chrome...

-... Digizoid?

- Exato. E, tendo em vista que com seu nível de poder não conseguirão atravessá-las, eu ocultei bombas em vários pontos da sala. Para meu divertimento, e seu desespero, deixarei um cronômetro na tela deste aparelho para que vejam seu tempo de vida. Agora percebam que... faz um bom tempo desde que ativei as bombas. Bom, sinto em deixá-las, mas acompanharei o belíssimo espetáculo com uma câmera que tenho bem aqui. – O general falava, mostrando em sua mão um pequeno objeto com uma tela, onde era transmitido o que se passava na sala. - Aproveitem bem esses instantes... pois eles serão seus últimos.

Com um pequeno apito emitido pelo aparelho, a imagem de XV-mon desaparece, mostrando apenas um cronômetro em seu lugar.

00:05:47:25

- Cinco minutos... – Camila falava com uma expressão facial que denunciava seu desespero, seus olhos se arregalavam com as palavras ditas pelo seu inimigo.

- Argh! – Gaogamon se levantava com dificuldades. A sua volta estava tudo destruído.

- Agüente firme, Gaogamon! – Rodrigo apoiava seu companheiro.

- Agüentar? Não me faça rir garoto... o seu parceirinho digimon está com um pé na cova, e nada, nem ninguém, poderá mudar isso. – Stingmon provocava mais uma vez.

- Eu... ainda não perdi! – O determinado digimon exclamava.

- Então chegou o momento! – O general falava enquanto já encaminhava mais um ataque.

- Você não entendeu... EU NÃO VOU PERDER!

Gaogamon gritava enquanto disparava um tornado espetacular da sua boca, ele cresce de tamanho em segundos tomando proporções que eram comparáveis as da sala. O general que antes vinha correndo em sua direção pára, e cruza os braços a frente do peito para se defender do golpe, porém é arrastado para longe pelo impacto do golpe.

Seus pés são cravados no chão, que se quebra, enquanto ele vai sendo levado, deixando um rastro de destruição no piso também. Por fim, Stingmon se choca com a parede. Um grande estrondo pode ser ouvido, muita fumaça é levantada. A expectativa crescia nos corações do garoto humano e de seu companheiro digimon.

- Será... será que dessa vez a gente venceu? – Rodrigo se perguntava.

- Acho que ele não pode resistir a um ataque desta magnitude. – Gaogamon respondia.

Quando o pó cessa, pode-se ver uma cratera na parede. Parecia profunda. O escuro em seu interior não revelava o que tinha acontecido ao adversário. Todavia, o fato que se sucede evidencia o resultado do golpe.

-... Huhuhahahahahahahahahahahahahahahahahaha! – Stingmon desferia, de dentro da cratera, uma risada diabólica. O silêncio que promovia a ansiedade dos guerreiros era cortado pela tenebrosa gargalhada.

Enquanto saia do buraco, ele ainda permanecia rindo. Seu corpo estava um tanto ferido, mas nada muito grave. Alguns cortes que pareciam não serem muito profundos e nada mais. Em compensação, seu oponente estava em pedaços, gravemente ferido, com uma grande quantidade de sangue no chão, embaixo do seu corpo, vários ferimentos pela pele, rosto bastante danificado, e como se não bastasse, o sangramento não parava.

- Por que não atacou assim desde o começo? Seria muito mais divertido, idiota! – Ainda com um tom sarcástico e sádico, Stingmon irritava o seu rival.

- Não me subestime! – Gaogamon falava. Ele estava bastante cansado. Respirava com dificuldades e lutava para se manter de pé. Sua visão estava começando a ficar turva, porém, ele ainda não havia desistido. – Argh...

Subitamente, as garras da pata esquerda do lobo começaram a emitir um brilho intenso. Suas afiadas garras que se localizavam em seu cachecol também vibravam; parecia que estavam recebendo uma descarga elétrica, tamanha era a freqüência da vibração.

- Ora... então você desenvolveu mais um golpe, hã? Vamos ver então qual de nós tem o maior poder de fogo! – Stingmon flutuava ao mesmo tempo em que levantava seu braço direito e estirava sua mão. A esfera de energia voltava a cobrir seu corpo.

- LÂMINA DA MORTE!

- ANIQUILAÇÃO FINAL!

Da mão do general, era lançada uma pequena esfera negra, que de súbito, foi expandida em algumas vezes. Ao cruzar a sala, ia deixando o seu rastro de destruição ia arrancando pedaços de metal das paredes e deixando uma trilha pelo chão. Chão esse que ficava em pedaços à medida que a bola de energia avançava. Gaogamon desferia de sua pata esquerda uma lâmina azul de poder espetacular. Ela ia rasgando o chão com seu enorme poder. O ar ficava cada vez mais pesado no ambiente. Rodrigo cobria o rosto com seus braços, deixando apenas um olho aberto. Era o que o garoto conseguia suportar. Os dois golpes cruzam a sala numa velocidade espetacular. A máxima determinação de ambas as partes estavam jogadas naqueles golpes. Quando se chocam, provocam uma explosão tremenda, que provoca um estrondo monumental, sendo ouvido dos quatro cantos da torre. Torre essa que treme em sua base com o esplendor da explosão.

BOOOOOOM!

Birdramon acertava vários meteoros de fogo em direção a porta, mas o lugar sequer tremia. A porta que estava sendo atacada permanecia intacta. Camila, que estava em prantos, olhava desesperada o cronômetro na tela do aparelho.

00:01:32:78

- Um minuto e meio... – A garota falava quase em estado de choque ao ver o pouco limite de tempo.

- Calma Camila! Nós iremos conseguir! Confie em mim! – Birdramon exclamava.

- Continue atacando! – Camila estava muito atordoada, não sabia o que fazer.

- Asa Meteoro! Asa Meteoro! Asa Meteoro! – A gigantesca ave balançava suas asas e disparava inúmeros meteoros flamejantes que se chocavam com a porta. Mas não adiantava. A poeira baixava e elas viam a mesma cena: a porta sem um arranhão sequer.

- Sim Birdramon! Eu acredito em você! – A jovem depositava toda sua confiança em sua parceira. Ao mesmo tempo em que olhava para o cronômetro.

00:00:40:50

O corpo de Birdramon logo começa a se inflamar. Primeiro suas asas, depois suas patas, em seguida seu tórax, e por último sua cabeça. Tudo coberto por chamas. O grande pássaro toma uma boa distância da porta e bate as asas firmemente. Era chegada a hora da decisão.

- Ataque Birdramon! – Camila gritava, vendo que o tempo estava se esgotando.

- TEMPESTADE DE CHAMAS!

Birdramon então parte em direção da porta usando seu próprio corpo como arma. As chamas de alastravam pelo ar e deixavam o ambiente em um tom de vermelho. No tão esperado momento da colisão, um impacto grandioso foi emitido. O choque do ataque da imensa digimon com a porta deixou Camila com o coração aflito. A garota temia que sua amiga morresse, mas por outro lado confiava em sua força e aguardava ansiosamente o desfecho daquele episódio desesperador. Porém, quando a poeira baixa, todas as esperanças da escolhida vão por terra. O que se via era Birdramon caída junto à porta, com o corpo coberto de sangue e aparentemente desacordada. Ao ver aquilo a jovem solta um grito. Um grito tão triste que seria capaz de cortar o mais duro dos corações. Era um grito de medo. De desespero. Do verdadeiro desespero. Aquele que só quem está à beira da morte conhece. O choro era incontrolável, as lágrimas escorriam pelo seu corpo e ensopavam sua roupa. O cabelo bagunçado... tudo aquilo era aterrorizante. O ambiente começava a esquentar. Aí a garota se vira novamente para o relógio que mais odiou na vida. Seus olhos arregalados como a de uma coruja que observa os ratos numa noite deserta, vêem quanto tempo ainda lhe restava de vida.

00:00:10:05

- Porque... porque eu tenho que morrer aqui! Porque tenho que sofrer tanto?! Edu... se você estivesse aqui me salvaria... ou melhor, nos salvaria! Eu não entendo... porque temos que passar por tudo isso enquanto pessoas tão más tem que ficar com todo o poder? Eu não quero morrer aqui! Deus! DEUS! ME AJUDE DEUS! – Ajoelhada, em meio ao choro e ao mais profundo desespero, Camila grita incontrolavelmente olhando para cima, tentando obter alguma benção divina.

00:00:02:22

- Por que... por que... por que...? SOCORROOOOOOOOOOO! – Em seus últimos momentos, a garota exclama todo seu medo e angústia. Fechava seus olhos e, com as mãos na cabeça, chorava de uma forma bastante triste.

00:00:00:02
.
00:00:00:01
.
00:00:00:00

BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM!


A aniquilação dos escolhidos! Camila morre?!

To be Continued

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